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[junho - 2007]
Vai ser difícil escrever esse post. Ele fala sobre a demência de um ser humano perturbado. O ser humano, claro, sou eu.
Que eu sou uma pessoa que se impressiona fácil, eu já sabia, e quando o assunto é sobre morte, assalto, estupro etc, o tormento no meu juízo se triplica. Antes de eu contar a história de hoje, vou dar um exemplo de como eu sou cagona.
Uma vez, lá pelos idos de 1999, 2000, eu estava em Praia de Campina - PB, uma praia isolada onde os pais de Monique têm uma casa. Era noite e a praia estava bastante esquisita. Como não tínhamos nada pra fazer e éramos abestalhadas, decidimos passar o tempo contando histórias de terror. (Ui).
Na praia só estávamos Monique, eu e o breu completo. Fomos caminhando em direção ao nada e comentando casos intrigantes sobre assombrações. Eu olhava pra trás o tempo todo, apertava os olhos e procurava me certificar de que estava tudo bem ao redor. Numa dessas olhadas, me deparo com um vulto se aproximando numa grande velocidade em direção a mim. Eu só tive forças pra dizer "ai, meu deus", perdi a cor, fiquei imobilizada e muda.
Monique, num acesso de solidariedade, sai correndo e me deixa. Então o pobre trabalhador em cima de sua bicicleta continua andando e, admirado com as duas lesas assombradas, solta um "oxe" reticente e segue. Sim, era só um morador local.
Entenderam o drama, né. Sigamos...
Ontem de madrugada estávamos eu, Monique, Fábio e Felipe no Bebe Blues quando o garçom anuncia que a cerveja acabou (só em João Pessoa mesmo!) Inconformados, saímos do bar, nos sentamos numa calçada e conversamos sobre qualquer besteira. O guardador de carro, com seu bom coração, disse pra gente tomar cuidado, que ali era um lugar perigoso e contou duas histórias cabulosas de assalto ali que me deixaram muito impressionada.
Decidimos sair de lá e fomos andando pra uma pastelaria. Entramos numa rua esquisita e eu me deparei com um bando de homens rodeando três mulheres. Eles estavam calados e pareciam se preocupar com nossa presença. Foi nesse momento que meu cérebro assustado e quimicamente alterado teve uma brilhante conclusão: isso é um assalto!
Estimulada por uma injeção de adrenalina e demência, eu simplesmente gritei CORRE! CORRE! CORRE! CORRE! CORRE! Soltei Fábio, peguei a mão de Monique e saí correndo. Correndo! Eu me senti Antonio Banderas fugindo em câmera lenta entre tiros. Quando eu olhei pra trás os meninos estavam ora correndo, ora andando, sem entender porra nenhuma. E eu já tinha até ganhado mais um assustado: um amigo nosso que estava numa parada de ônibus veio assombrado saber o que estava acontecendo.
E eu correndo... correndo...
Só parei quando cheguei no bar, e, ainda assim, quando vi que os caras estavam vindo em nossa direção (tão inocentes quanto o ciclista), eu entrei em pânico. Bom, foi ridículo. O detalhe de eu ter soltado a mão de Fábio também foi espetacular, ainda bem que ele aprovou minha opção. Fica aqui registrado o pseudo-assalto mais perigoso da minha vida!
(Agora a pergunta: e quando for de verdade? Hihi).
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~
Post dedicado a Pricah que encontrou Jesus depois de ler meu blog. =*
(Obrigada!)
Cansada da minha aparência de minhoca morta, fui procurar uma academia pra garantir que nada vai sair do lugar durante os próximos anos. Não é que eu seja uma completa sedentária, afinal de contas, eu recorro a "exercícios alternativos" pra me exercitar, mas eu nunca entrei numa academia pra malhar.
Me vesti a caráter, ri de mim na frente do espelho e saí de casa. A professora ficou impressionada quando eu disse que não malhava, pois eu tinha todo um porte.
Eu sei, ela deve dizer isso pra todas.
Começamos pela bicicleta, foi tranqüilo. Depois ela me levou pras máquinas e me mostrou o que eu tinha que fazer. Em uma delas eu deitava, ficava com as pernas pro alto e tinha que empurrar o peso lá. Me preparei e ela disse "empurre". Eu usei toda a força que eu tinha pra empurrar e o negócio não se mexia.
- Vamos, força!
- Ahhhhh!
- Respire, respire...
- Uf uf uf... Ihhhhh!
- Tá quase, vamos lá, força!
- Uuuiiiaaaaahhh!
Quando eu já tava entrando em trabalho de parto, consegui. Coloquei minhas tripas pra dentro de novo e continuei o exercício. Numa segunda máquina, enquanto eu sentia os ligamentos da minha perna se soltarem, me questionei: pra que tudo isso mesmo? Como não obtive resposta divina, segui caminho.
No dia seguinte, ou seja, hoje, era a vez de malhar os braços. Na primeira máquina eu me dei bem. Na segunda foi um pouco mais difícil, mas eu levei adiante. A professora já tinha perguntado duas vezes se eu nunca tinha malhado (hihihi) e, possuída pelo demônio, me levou a uma máquina que fez com que eu pagasse todos os pecados da minha família. Enquanto eu malhava, um filme da minha vida ia se passando pela minha cabeça. Eu queria ter tido um filho, falado pra Letícia não deixar de estudar, dizer a Monique que ela é lesa... E, quando eu já estava caminhando pra luz branca, fiz a última seqüência e parei.
"Lu, pra terminar, faça 10 min na esteira" - Ela recomendou que eu fosse diminuindo gradativamente a velocidade quando chegasse no 9º minuto, "porque geralmente os iniciantes ficam tontos quando saem dela". Eu que sou orgulhosa e tou mais pra inicianta, botei pra foder na esteira, mas comecei a diminuir já no oitavo minuto. Quando saí dela fui cambaleando discretamente pra algum lugar e a professora perguntou se eu tava tonta. Nada, é que eu gosto de andar de lado mesmo.
Fui pra casa de sentindo um herói de guerra e animada! Porque amanhã tem mais!
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~
[junho - 2007]
Vai ser difícil escrever esse post. Ele fala sobre a demência de um ser humano perturbado. O ser humano, claro, sou eu.
Que eu sou uma pessoa que se impressiona fácil, eu já sabia, e quando o assunto é sobre morte, assalto, estupro etc, o tormento no meu juízo se triplica. Antes de eu contar a história de hoje, vou dar um exemplo de como eu sou cagona.
Uma vez, lá pelos idos de 1999, 2000, eu estava em Praia de Campina - PB, uma praia isolada onde os pais de Monique têm uma casa. Era noite e a praia estava bastante esquisita. Como não tínhamos nada pra fazer e éramos abestalhadas, decidimos passar o tempo contando histórias de terror. (Ui).
Na praia só estávamos Monique, eu e o breu completo. Fomos caminhando em direção ao nada e comentando casos intrigantes sobre assombrações. Eu olhava pra trás o tempo todo, apertava os olhos e procurava me certificar de que estava tudo bem ao redor. Numa dessas olhadas, me deparo com um vulto se aproximando numa grande velocidade em direção a mim. Eu só tive forças pra dizer "ai, meu deus", perdi a cor, fiquei imobilizada e muda.
Monique, num acesso de solidariedade, sai correndo e me deixa. Então o pobre trabalhador em cima de sua bicicleta continua andando e, admirado com as duas lesas assombradas, solta um "oxe" reticente e segue. Sim, era só um morador local.
Entenderam o drama, né. Sigamos...
Ontem de madrugada estávamos eu, Monique, Fábio e Felipe no Bebe Blues quando o garçom anuncia que a cerveja acabou (só em João Pessoa mesmo!) Inconformados, saímos do bar, nos sentamos numa calçada e conversamos sobre qualquer besteira. O guardador de carro, com seu bom coração, disse pra gente tomar cuidado, que ali era um lugar perigoso e contou duas histórias cabulosas de assalto ali que me deixaram muito impressionada.
Decidimos sair de lá e fomos andando pra uma pastelaria. Entramos numa rua esquisita e eu me deparei com um bando de homens rodeando três mulheres. Eles estavam calados e pareciam se preocupar com nossa presença. Foi nesse momento que meu cérebro assustado e quimicamente alterado teve uma brilhante conclusão: isso é um assalto!
Estimulada por uma injeção de adrenalina e demência, eu simplesmente gritei CORRE! CORRE! CORRE! CORRE! CORRE! Soltei Fábio, peguei a mão de Monique e saí correndo. Correndo! Eu me senti Antonio Banderas fugindo em câmera lenta entre tiros. Quando eu olhei pra trás os meninos estavam ora correndo, ora andando, sem entender porra nenhuma. E eu já tinha até ganhado mais um assustado: um amigo nosso que estava numa parada de ônibus veio assombrado saber o que estava acontecendo.
E eu correndo... correndo...
Só parei quando cheguei no bar, e, ainda assim, quando vi que os caras estavam vindo em nossa direção (tão inocentes quanto o ciclista), eu entrei em pânico. Bom, foi ridículo. O detalhe de eu ter soltado a mão de Fábio também foi espetacular, ainda bem que ele aprovou minha opção. Fica aqui registrado o pseudo-assalto mais perigoso da minha vida!
(Agora a pergunta: e quando for de verdade? Hihi).
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~
Post dedicado a Pricah que encontrou Jesus depois de ler meu blog. =*
(Obrigada!)
Cansada da minha aparência de minhoca morta, fui procurar uma academia pra garantir que nada vai sair do lugar durante os próximos anos. Não é que eu seja uma completa sedentária, afinal de contas, eu recorro a "exercícios alternativos" pra me exercitar, mas eu nunca entrei numa academia pra malhar.
Me vesti a caráter, ri de mim na frente do espelho e saí de casa. A professora ficou impressionada quando eu disse que não malhava, pois eu tinha todo um porte.
Eu sei, ela deve dizer isso pra todas.
Começamos pela bicicleta, foi tranqüilo. Depois ela me levou pras máquinas e me mostrou o que eu tinha que fazer. Em uma delas eu deitava, ficava com as pernas pro alto e tinha que empurrar o peso lá. Me preparei e ela disse "empurre". Eu usei toda a força que eu tinha pra empurrar e o negócio não se mexia.
- Vamos, força!
- Ahhhhh!
- Respire, respire...
- Uf uf uf... Ihhhhh!
- Tá quase, vamos lá, força!
- Uuuiiiaaaaahhh!
Quando eu já tava entrando em trabalho de parto, consegui. Coloquei minhas tripas pra dentro de novo e continuei o exercício. Numa segunda máquina, enquanto eu sentia os ligamentos da minha perna se soltarem, me questionei: pra que tudo isso mesmo? Como não obtive resposta divina, segui caminho.
No dia seguinte, ou seja, hoje, era a vez de malhar os braços. Na primeira máquina eu me dei bem. Na segunda foi um pouco mais difícil, mas eu levei adiante. A professora já tinha perguntado duas vezes se eu nunca tinha malhado (hihihi) e, possuída pelo demônio, me levou a uma máquina que fez com que eu pagasse todos os pecados da minha família. Enquanto eu malhava, um filme da minha vida ia se passando pela minha cabeça. Eu queria ter tido um filho, falado pra Letícia não deixar de estudar, dizer a Monique que ela é lesa... E, quando eu já estava caminhando pra luz branca, fiz a última seqüência e parei.
"Lu, pra terminar, faça 10 min na esteira" - Ela recomendou que eu fosse diminuindo gradativamente a velocidade quando chegasse no 9º minuto, "porque geralmente os iniciantes ficam tontos quando saem dela". Eu que sou orgulhosa e tou mais pra inicianta, botei pra foder na esteira, mas comecei a diminuir já no oitavo minuto. Quando saí dela fui cambaleando discretamente pra algum lugar e a professora perguntou se eu tava tonta. Nada, é que eu gosto de andar de lado mesmo.
Fui pra casa de sentindo um herói de guerra e animada! Porque amanhã tem mais!
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~