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Há vários tipos de fofoqueiras, cada uma com uma especialidade diferente: destruir matrimônios, promover discórdias, passar tempo, ou, na melhor das hipóteses, manter os cidadãos informados. Mas há ainda um outro tipo de fofoqueira: a fofoqueira terrorista, aquela especializada em tirar o sono das mocinhas de bem - como eu - com assuntos violentos do cotidiano.
Eu já odeio travar qualquer tipo de conversa com seres humanos que eu não conheço, e, quando o assunto é violência, estupro, assalto, eu odeio mais ainda. (Sim, no meu coração sempre há espaço pra mais ódio). Aí chegam as desocupadas especializadas em terror. Desconfio que essas mulheres bem informadas ou trabalham pro FBI ou mantêm debaixo da cama uma escuta da polícia. "Menina, você ficou sabendo do estupro que teve ontem aqui?" A mulher estuprada mal teve tempo de se lavar e a fofoqueira já está por aí espalhando local e hora do abate. Às vezes elas são tão rápidas que fofocam em tempo real. "Olha aquela menina sendo estuprada". No futuro elas preverão crimes! Tipo Minority Report. "Menina, você ficou sabendo da mulher que vai ser estuprada aqui?"
Certo, mas deixemos de gaiatice. O que acontece é que estou cansada de tanta gente me parar nas paradas de ônibus para falar das mulheres que foram estupradas, dos motoqueiros que estão assaltando pessoas e etc. Gente, se você não tem nada de bom pra falar, experimente uma coisa: o silêncio.
Ontem mesmo eu estava na parada de uma praça e uma mulher - que pela feiúra devia ser parente de algum gremlin - me perguntou que horas eram. Quando ela apareceu e eu vi a cara dela, achei que ela estava só querendo me desmotivar a viver. Mas não. Com minha inteligência apurada, pude perceber que a pergunta sobre as horas era apenas uma desculpa para que ela se aproximasse e fizesse o que mais sabe: terrorismo. E já ia começar com o "você sabia que..." quando eu disse "olhe, se a senhora vier falar de violência, EU MATO A SENHORA!" Tá bom, eu não disse isso, eu fiquei escutando qual a merda da vez.
Ela disse que um cara, "um marginal, sabe", perguntou a ela se o ônibus já tinha passado e ficou rondando ela, mas ela despistou o cara (com uma de suas técnicas de 007). Sério, eu fiquei imaginando essa mulher despistando um ladrão. Ou ela andou feito uma aranha entre os arbustos da praça até a casa dela, ou soltou uma bomba de fumaça que ficava presa ao seu cinto espacial e saiu correndo, num sei. Só sei que ela despistou o ladrão. Pronto. Acabou. A história era essa. Um cara perguntou as horas, ela respondeu, se desembestou correndo, sei lá, e pronto. Eu fiquei olhando pra cara dela esperando a continuação. Silêncio. Quase que eu digo "que merda de história, hein!" A mulher não sabe nem assustar uma pessoa, nam. Apesar da cara, claro. É, mas eu não disse nada, a única coisa que fiz durante o processo foi respirar. E aconselho: crianças, quando não tiverem nada a dizer, fiquem caladas. Por falar nisso...
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~
Acabei de acordar da minha primeira ressaca de 2007. Se Monique estivesse aqui eu certamente tiraria aquelas piadas que ela odeia. "Desde 2006 que eu não durmo", "desde o ano passado que eu não cago", e assim vai... Mas, como ela não está aqui, eu deixo registrado em meu blog essas piadas merdas pra que ela leia sempre que tiver vontade! E, como desde o ano passado eu não escrevo (consegui de novo), aqui temos o primeiro post de 2007.
Como é de praxe, todo ano eu perco a maldita contagem regressiva para a virada. Eu já fiz promessa, eu já pedi a Deus para que me permitisse acompanhar a merda da virada, mas eu não sei o que acontece, eu sempre perco.
- 48, 47, 46, 45...
- Ah, dá tempo...
- 21, 20, 19...
- Tá chegando 2007, vamu lá!
- 7, 6, 5, 4...
- Opa, onde tá a contagem?
- Feliz ano novo! Êeeeê!
- ¬¬
Depois da primeira frustração do ano, fui com Fábio, Kaline e Hindemburgo para um barzinho na praia de Tambaú, bem longe dos selvagens que acompanhariam o show de Zeca Baleiro. A cerveja na bexiga se fez incômoda e eu decidi procurar o banheiro. Pobre menina!
O banheiro tinha merda em todo canto menos, claro, no sanitário. Para eu chegar até ele, o sanitário, eu tive que empregar minhas habilidades de navegação pois tinha uma poça de água (eu quero acreditar que era água, me deixem) enorme no meio do banheiro. Resolvi me pendurar no lustre feito um pirata e atravessar aquilo. Consegui. A água batia no joelho, tinha uns jacarés lá, mas nada que eu não pudesse dar conta, mas ao ver a quantidade de cocôs no chão, eu fraquejei.
Tinha cocô fora do sanitário, no chão, (eu não olhei pro teto), tinha uma calcinha rosa, molhada e suja dentro do lixeiro (ô calcinha bem paga!) e água por toda parte. Não é possível que uma só criatura tenha feito um estrago daqueles! Acho que algum grupo de mulheres empenhadas em cagar os bares da orla havia passado por ali entoando algum tipo de grito de guerra cagal. Mas porquê elas fizeram isso eu não sei. E também não sei como alguém consegue fazer cocô na parte externa do sanitário. É uma criatura a ser estudada. Mas, em nome da ciência, eu procurarei reproduzir este experimento e relatarei aqui quais foram os resultados obtidos durante este perigoso ensaio que envolve química, física e biologia, e, dependendo do alcance do projétil, astronomia.
Kaline, coitadinha, tava de calça, e, toda vez que entrava no banheiro, saia com uma nova colônia de bactérias nas barras da calça. Sofrimento gratuito, poderíamos ter um pênis. Ou pessoas mais civilizadas, o que for mais fácil. Mas desconfio que vou mesmo é apelar pra seleção natural.
Hum...
Feliz 2007 aos de bons hábitos higiênicos!
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~
Há vários tipos de fofoqueiras, cada uma com uma especialidade diferente: destruir matrimônios, promover discórdias, passar tempo, ou, na melhor das hipóteses, manter os cidadãos informados. Mas há ainda um outro tipo de fofoqueira: a fofoqueira terrorista, aquela especializada em tirar o sono das mocinhas de bem - como eu - com assuntos violentos do cotidiano.
Eu já odeio travar qualquer tipo de conversa com seres humanos que eu não conheço, e, quando o assunto é violência, estupro, assalto, eu odeio mais ainda. (Sim, no meu coração sempre há espaço pra mais ódio). Aí chegam as desocupadas especializadas em terror. Desconfio que essas mulheres bem informadas ou trabalham pro FBI ou mantêm debaixo da cama uma escuta da polícia. "Menina, você ficou sabendo do estupro que teve ontem aqui?" A mulher estuprada mal teve tempo de se lavar e a fofoqueira já está por aí espalhando local e hora do abate. Às vezes elas são tão rápidas que fofocam em tempo real. "Olha aquela menina sendo estuprada". No futuro elas preverão crimes! Tipo Minority Report. "Menina, você ficou sabendo da mulher que vai ser estuprada aqui?"
Certo, mas deixemos de gaiatice. O que acontece é que estou cansada de tanta gente me parar nas paradas de ônibus para falar das mulheres que foram estupradas, dos motoqueiros que estão assaltando pessoas e etc. Gente, se você não tem nada de bom pra falar, experimente uma coisa: o silêncio.
Ontem mesmo eu estava na parada de uma praça e uma mulher - que pela feiúra devia ser parente de algum gremlin - me perguntou que horas eram. Quando ela apareceu e eu vi a cara dela, achei que ela estava só querendo me desmotivar a viver. Mas não. Com minha inteligência apurada, pude perceber que a pergunta sobre as horas era apenas uma desculpa para que ela se aproximasse e fizesse o que mais sabe: terrorismo. E já ia começar com o "você sabia que..." quando eu disse "olhe, se a senhora vier falar de violência, EU MATO A SENHORA!" Tá bom, eu não disse isso, eu fiquei escutando qual a merda da vez.
Ela disse que um cara, "um marginal, sabe", perguntou a ela se o ônibus já tinha passado e ficou rondando ela, mas ela despistou o cara (com uma de suas técnicas de 007). Sério, eu fiquei imaginando essa mulher despistando um ladrão. Ou ela andou feito uma aranha entre os arbustos da praça até a casa dela, ou soltou uma bomba de fumaça que ficava presa ao seu cinto espacial e saiu correndo, num sei. Só sei que ela despistou o ladrão. Pronto. Acabou. A história era essa. Um cara perguntou as horas, ela respondeu, se desembestou correndo, sei lá, e pronto. Eu fiquei olhando pra cara dela esperando a continuação. Silêncio. Quase que eu digo "que merda de história, hein!" A mulher não sabe nem assustar uma pessoa, nam. Apesar da cara, claro. É, mas eu não disse nada, a única coisa que fiz durante o processo foi respirar. E aconselho: crianças, quando não tiverem nada a dizer, fiquem caladas. Por falar nisso...
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~
Acabei de acordar da minha primeira ressaca de 2007. Se Monique estivesse aqui eu certamente tiraria aquelas piadas que ela odeia. "Desde 2006 que eu não durmo", "desde o ano passado que eu não cago", e assim vai... Mas, como ela não está aqui, eu deixo registrado em meu blog essas piadas merdas pra que ela leia sempre que tiver vontade! E, como desde o ano passado eu não escrevo (consegui de novo), aqui temos o primeiro post de 2007.
Como é de praxe, todo ano eu perco a maldita contagem regressiva para a virada. Eu já fiz promessa, eu já pedi a Deus para que me permitisse acompanhar a merda da virada, mas eu não sei o que acontece, eu sempre perco.
- 48, 47, 46, 45...
- Ah, dá tempo...
- 21, 20, 19...
- Tá chegando 2007, vamu lá!
- 7, 6, 5, 4...
- Opa, onde tá a contagem?
- Feliz ano novo! Êeeeê!
- ¬¬
Depois da primeira frustração do ano, fui com Fábio, Kaline e Hindemburgo para um barzinho na praia de Tambaú, bem longe dos selvagens que acompanhariam o show de Zeca Baleiro. A cerveja na bexiga se fez incômoda e eu decidi procurar o banheiro. Pobre menina!
O banheiro tinha merda em todo canto menos, claro, no sanitário. Para eu chegar até ele, o sanitário, eu tive que empregar minhas habilidades de navegação pois tinha uma poça de água (eu quero acreditar que era água, me deixem) enorme no meio do banheiro. Resolvi me pendurar no lustre feito um pirata e atravessar aquilo. Consegui. A água batia no joelho, tinha uns jacarés lá, mas nada que eu não pudesse dar conta, mas ao ver a quantidade de cocôs no chão, eu fraquejei.
Tinha cocô fora do sanitário, no chão, (eu não olhei pro teto), tinha uma calcinha rosa, molhada e suja dentro do lixeiro (ô calcinha bem paga!) e água por toda parte. Não é possível que uma só criatura tenha feito um estrago daqueles! Acho que algum grupo de mulheres empenhadas em cagar os bares da orla havia passado por ali entoando algum tipo de grito de guerra cagal. Mas porquê elas fizeram isso eu não sei. E também não sei como alguém consegue fazer cocô na parte externa do sanitário. É uma criatura a ser estudada. Mas, em nome da ciência, eu procurarei reproduzir este experimento e relatarei aqui quais foram os resultados obtidos durante este perigoso ensaio que envolve química, física e biologia, e, dependendo do alcance do projétil, astronomia.
Kaline, coitadinha, tava de calça, e, toda vez que entrava no banheiro, saia com uma nova colônia de bactérias nas barras da calça. Sofrimento gratuito, poderíamos ter um pênis. Ou pessoas mais civilizadas, o que for mais fácil. Mas desconfio que vou mesmo é apelar pra seleção natural.
Hum...
Feliz 2007 aos de bons hábitos higiênicos!
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~