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Ontem eu fiz uma coisa que não fazia desde 1997 (mentes imundas trabalhando a mil): eu corri atrás de um ônibus. Até agora eu estou me perguntando como diabos foi que fiz aquilo de novo, porque a última vez, meus caros... Ah, a última vez!
Eu era uma pobre garota (pobre) de 13 anos e estava voltando do colégio. Já anoitecia e eu ansiava pelo meu lar. Andava com uma amiga em direção a parada de ônibus quando o avistei ao longe. Corri feito uma cabritinha serelepe no prado, mas qual foi minha surpresa ao ver que o ônibus não esperou por mim! Depois dessa decepção eu me entreguei ao álcool e à prostituição.
Mas ontem eu estava confiante que iria conseguir. Mentira, eu estava atrasada. Saí de casa e meu ouvido biônico - ouvido de pobre que já identifica o barulho do motor de um ônibus - percebeu que um estava a caminho. E aliás, vocês sabiam que eu sei a diferença entre um caminhão de lixo, um caminhão "normal" e um ônibus só de ouvir o motor? Reeeé! O nome disso é ouvido absoluto, aprendam.
Eu saí de casa e já andei rapidinho para a parada. Foi quando eu vi o ônibus. Um conflito interno me bateu às 7h da manhã e pensei: a humilhação de perder um ônibus ou o escalpe que Carla me fará caso eu chegue atrasada? Foi quando decidi correr.
(Tema da Maratona de São Silvestre ao fundo).
Eu segurei a bolsa e a saia e comecei a correr. Dessa vez eu parecia uma gazela destrambelhada na relva. As pessoas que passavam pararam para ver se eu iria conseguir. Mas eu fui mais rápida que o vento! E em 0,3s eu já estava dentro do ônibus, ofegante feito... feito uma pessoa que correu muito pra pegar o ônibus!
Eu me senti uma heroína. Eu devia aquilo à Luci de 1997. Depois senti que o cobrador queria comentar algo, e ele, com voz garbosa disse "tá disposta, hein!" e deu uma risadinha cheia de intenção. Eu já tenho sorte com cobrador tarado.
Desfecho: Carla acabou não indo nesse dia, mas Maria me fez companhia a manhã inteira... manhã inteira... manhã inteira... manhã inteira... [eco infinito].
~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~
Ontem eu fiz uma coisa que não fazia desde 1997 (mentes imundas trabalhando a mil): eu corri atrás de um ônibus. Até agora eu estou me perguntando como diabos foi que fiz aquilo de novo, porque a última vez, meus caros... Ah, a última vez!
Eu era uma pobre garota (pobre) de 13 anos e estava voltando do colégio. Já anoitecia e eu ansiava pelo meu lar. Andava com uma amiga em direção a parada de ônibus quando o avistei ao longe. Corri feito uma cabritinha serelepe no prado, mas qual foi minha surpresa ao ver que o ônibus não esperou por mim! Depois dessa decepção eu me entreguei ao álcool e à prostituição.
Mas ontem eu estava confiante que iria conseguir. Mentira, eu estava atrasada. Saí de casa e meu ouvido biônico - ouvido de pobre que já identifica o barulho do motor de um ônibus - percebeu que um estava a caminho. E aliás, vocês sabiam que eu sei a diferença entre um caminhão de lixo, um caminhão "normal" e um ônibus só de ouvir o motor? Reeeé! O nome disso é ouvido absoluto, aprendam.
Eu saí de casa e já andei rapidinho para a parada. Foi quando eu vi o ônibus. Um conflito interno me bateu às 7h da manhã e pensei: a humilhação de perder um ônibus ou o escalpe que Carla me fará caso eu chegue atrasada? Foi quando decidi correr.
(Tema da Maratona de São Silvestre ao fundo).
Eu segurei a bolsa e a saia e comecei a correr. Dessa vez eu parecia uma gazela destrambelhada na relva. As pessoas que passavam pararam para ver se eu iria conseguir. Mas eu fui mais rápida que o vento! E em 0,3s eu já estava dentro do ônibus, ofegante feito... feito uma pessoa que correu muito pra pegar o ônibus!
Eu me senti uma heroína. Eu devia aquilo à Luci de 1997. Depois senti que o cobrador queria comentar algo, e ele, com voz garbosa disse "tá disposta, hein!" e deu uma risadinha cheia de intenção. Eu já tenho sorte com cobrador tarado.
Desfecho: Carla acabou não indo nesse dia, mas Maria me fez companhia a manhã inteira... manhã inteira... manhã inteira... manhã inteira... [eco infinito].
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