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Eu sou um palhaço,
minha vida é
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Ontem:


Desocupados:

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Não estava com a menor vontade de postar, mas esse post vem recheado de desabafos. Eu quer... Ave Maria, credo! "Recheado" pareceu chamada do Domingão do Faustão! "O programa de hoje vem recheado de atrações: Leornado, Ivete Sangalo, Suzana Vieira" e etc. Voltando...

Eu queria que um raio tivesse aberto minha cabeça antes do meu infeliz comentário sobre Maria em um post passado. A salvação do mundo eu-sou-melhor-que-você-e-vou-pisar-na-sua-cabeça é Maria. Eu disse isso? EU DISSE ISSO? Gente, Maria é um dos seres humanos mais absurdos que já vi na vida. Ela tá me deixando louca.

Tudo começou numa bela manhã quando cheguei ao trabalho e nenhuma das minhas chefas estava presente. Achei que fosse trabalhar no meu cantinho, em paz. De repente a porta da minha sala se abre e aquela criatura de sobrancelhas finas e perfume doce entra por ela, liga o rádio, coloca um forró do Calcinha Preta, Rasgada, Suja, tanto faz, canta e ainda acha que está me fazendo um favor! "A gente pode fazer o que quiser já que só tem a gente aqui". E eu ajustando minhas sobrancelhas para o nível "exterminar funcionários públicos".

Nessa manhã, Maria abriu minhas mãos e colocou entre elas quatro canetas e apertou bem, mãos e canetas, de uma maneira bastante enfática. Parecia mais que havia me colocado em mãos a coisa mais preciosa do mundo. E tanto cuidado tem uma explicação: as canetas eram do estágio e ela queria que eu as levasse para casa. Claro que não levei, mas também não as devolvi para não ofendê-la, porque sei que foi na melhor das intenções e só estou tocando nesse assunto porque hoje ela me deu mais algumas. Se alguém me pegar, certamente vai achar que estou contrabandeando.

Apesar de tudo (eu nem contei 1/100 das coisas) eu gosto de "estudá-la". Maria é um ser interessante com perguntas intrigantes. Como ela não tem PORRA NENHUMA pra fazer, ela fica me observando, olha pra debaixo da mesa pra ver como estou vestida e calçada, essas coisas, e de repente pergunta, "tu usa maiô ou biquini?", eu respondo. Ela fica pensativa e completa: "tu usa fio-dental?" Bom, questões como essas são tão importantes para o rumo da humanidade que vou me furtar de respondê-las aqui.

E quando ela descobriu que durmo na casa de Fábio fim de semana? "Qué dizê que tu sôi mulhé de Fábio?" Com certa satisfação, respondi que sim, mas não pude ignorar a ignorância de uma mulher que acha que se se pertence a outro pela cessão de um, perdoem a expressão chula, cabaço.

Nessa mesma semana, Maria, displicentemente, pôs as mãos dentro do nariz e de lá puxou com força uma massa consistente, resultado de um dia de intensa poluição. Depois ela repousou a tal massa debaixo da minha mesa. Assisti àquela cena em câmera lenta e com uma admiração incrível pela simplicidade com a qual ela lidou com o fato. Simples! Dedo no nariz - meleca - mesa.

Maria nunca acerta meu nome. Ela leva 20min pra começar uma conversa comigo porque meu nome exótico não facilita o processo. "Fabrícia, tu vai... ow! Fabíola, tu... Ow! Quer dizer, Sebastiana! Ow!" Marcelina, Jandira, Lucrécia... "Luciola, Maria, Luciola!" E por aí vai...

(Tinha tanta coisa pra falar, mas meu péssimo humor não colabora).

Voltaremos em breve com As aventuras de Maria pelo Juízo de Fabíola.


Postado por: Circo sem Futuro
Hora: 9:43:37 PM

Sua última chance:



~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~



Domingo, Outubro 01, 2006

Vamos ver se eu consigo fazer um post sério uma vez na vida. Não porque hoje seja dia de eleição e esse assunto mereça seriedade. Não. Pelo contrário, vou falar de palhaços hoje. Hoje eu vi dois palhaços na minha ZONA eleitoral. Uma senhora de 50 e muitos anos com uma peruca histérica rosa, o nariz pintado de vermelho e uma blusa que dizia EU NÃO RECEBI MENSALÃO. E uma segunda mulher, que era a cara da Catherine O'Hara, que tava de nariz de palhaço também. Deu pena.

Eleição é um ritual engraçado. De dois em dois anos a gente tira um dia para eleger determinadas pessoas que, teoricamente, compartilham dos nossos interesses e nos representam em maior ou menor grau dentro do cenário político-administrativo do nosso país. É aí que a gente vê na TV o candidato a presidente rodeado de arquitetos supervisionando uma grande obra pública com aquela cara de visionário imponente sob a luz do sol. Bravo! Viva! Meu voto é seu! Quando na verdade o que eu consigo enxergar são políticos que hoje, logo mais à noite, estarão reunidos e brindarão à vitória. E rirão. Rirão de mim, meu caro, leitor, de mim.

Hoje eu não votei nulo. Não não. "Esse aqui já foi preso, não quero. Esse aqui tá sendo investigado, não rola. Então eu vou... Opa, fiquei sem opção". Meu Deus! Meu voto vai sustentar alguém pelos próximos 4 ou 8 anos. Meu voto. A culpa vai ser minha. Sinto um pouquinho de vergonha, vontade de dizer que votei nulo porque em ladrão eu não voto. Mas eu voto em ladrão, sim.

Como disse um amigo numa carta há alguns anos. Sou um palhaço, minha vida é um circo. E o que isso tem a ver?

Ora!


Postado por: Circo sem Futuro
Hora: 12:45:35 PM

Sua última chance:



~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~



Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Não estava com a menor vontade de postar, mas esse post vem recheado de desabafos. Eu quer... Ave Maria, credo! "Recheado" pareceu chamada do Domingão do Faustão! "O programa de hoje vem recheado de atrações: Leornado, Ivete Sangalo, Suzana Vieira" e etc. Voltando...

Eu queria que um raio tivesse aberto minha cabeça antes do meu infeliz comentário sobre Maria em um post passado. A salvação do mundo eu-sou-melhor-que-você-e-vou-pisar-na-sua-cabeça é Maria. Eu disse isso? EU DISSE ISSO? Gente, Maria é um dos seres humanos mais absurdos que já vi na vida. Ela tá me deixando louca.

Tudo começou numa bela manhã quando cheguei ao trabalho e nenhuma das minhas chefas estava presente. Achei que fosse trabalhar no meu cantinho, em paz. De repente a porta da minha sala se abre e aquela criatura de sobrancelhas finas e perfume doce entra por ela, liga o rádio, coloca um forró do Calcinha Preta, Rasgada, Suja, tanto faz, canta e ainda acha que está me fazendo um favor! "A gente pode fazer o que quiser já que só tem a gente aqui". E eu ajustando minhas sobrancelhas para o nível "exterminar funcionários públicos".

Nessa manhã, Maria abriu minhas mãos e colocou entre elas quatro canetas e apertou bem, mãos e canetas, de uma maneira bastante enfática. Parecia mais que havia me colocado em mãos a coisa mais preciosa do mundo. E tanto cuidado tem uma explicação: as canetas eram do estágio e ela queria que eu as levasse para casa. Claro que não levei, mas também não as devolvi para não ofendê-la, porque sei que foi na melhor das intenções e só estou tocando nesse assunto porque hoje ela me deu mais algumas. Se alguém me pegar, certamente vai achar que estou contrabandeando.

Apesar de tudo (eu nem contei 1/100 das coisas) eu gosto de "estudá-la". Maria é um ser interessante com perguntas intrigantes. Como ela não tem PORRA NENHUMA pra fazer, ela fica me observando, olha pra debaixo da mesa pra ver como estou vestida e calçada, essas coisas, e de repente pergunta, "tu usa maiô ou biquini?", eu respondo. Ela fica pensativa e completa: "tu usa fio-dental?" Bom, questões como essas são tão importantes para o rumo da humanidade que vou me furtar de respondê-las aqui.

E quando ela descobriu que durmo na casa de Fábio fim de semana? "Qué dizê que tu sôi mulhé de Fábio?" Com certa satisfação, respondi que sim, mas não pude ignorar a ignorância de uma mulher que acha que se se pertence a outro pela cessão de um, perdoem a expressão chula, cabaço.

Nessa mesma semana, Maria, displicentemente, pôs as mãos dentro do nariz e de lá puxou com força uma massa consistente, resultado de um dia de intensa poluição. Depois ela repousou a tal massa debaixo da minha mesa. Assisti àquela cena em câmera lenta e com uma admiração incrível pela simplicidade com a qual ela lidou com o fato. Simples! Dedo no nariz - meleca - mesa.

Maria nunca acerta meu nome. Ela leva 20min pra começar uma conversa comigo porque meu nome exótico não facilita o processo. "Fabrícia, tu vai... ow! Fabíola, tu... Ow! Quer dizer, Sebastiana! Ow!" Marcelina, Jandira, Lucrécia... "Luciola, Maria, Luciola!" E por aí vai...

(Tinha tanta coisa pra falar, mas meu péssimo humor não colabora).

Voltaremos em breve com As aventuras de Maria pelo Juízo de Fabíola.


Postado por: Circo sem Futuro
Hora: 9:43:37 PM

Sua última chance:



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Domingo, Outubro 01, 2006

Vamos ver se eu consigo fazer um post sério uma vez na vida. Não porque hoje seja dia de eleição e esse assunto mereça seriedade. Não. Pelo contrário, vou falar de palhaços hoje. Hoje eu vi dois palhaços na minha ZONA eleitoral. Uma senhora de 50 e muitos anos com uma peruca histérica rosa, o nariz pintado de vermelho e uma blusa que dizia EU NÃO RECEBI MENSALÃO. E uma segunda mulher, que era a cara da Catherine O'Hara, que tava de nariz de palhaço também. Deu pena.

Eleição é um ritual engraçado. De dois em dois anos a gente tira um dia para eleger determinadas pessoas que, teoricamente, compartilham dos nossos interesses e nos representam em maior ou menor grau dentro do cenário político-administrativo do nosso país. É aí que a gente vê na TV o candidato a presidente rodeado de arquitetos supervisionando uma grande obra pública com aquela cara de visionário imponente sob a luz do sol. Bravo! Viva! Meu voto é seu! Quando na verdade o que eu consigo enxergar são políticos que hoje, logo mais à noite, estarão reunidos e brindarão à vitória. E rirão. Rirão de mim, meu caro, leitor, de mim.

Hoje eu não votei nulo. Não não. "Esse aqui já foi preso, não quero. Esse aqui tá sendo investigado, não rola. Então eu vou... Opa, fiquei sem opção". Meu Deus! Meu voto vai sustentar alguém pelos próximos 4 ou 8 anos. Meu voto. A culpa vai ser minha. Sinto um pouquinho de vergonha, vontade de dizer que votei nulo porque em ladrão eu não voto. Mas eu voto em ladrão, sim.

Como disse um amigo numa carta há alguns anos. Sou um palhaço, minha vida é um circo. E o que isso tem a ver?

Ora!


Postado por: Circo sem Futuro
Hora: 12:45:35 PM

Sua última chance:



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