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Ontem:


Desocupados:

Quinta-feira, Março 30, 2006

Hoje de manhã enquanto Deus, cheio de tédio, coçava o seu saco sagrado Ele pensava "Ow, meu Eu, qual criatura vou testar hoje? Já sei. Aquela de cabelo feio ali" e apontou para mim. Porque hoje eu sofri.

Hoje de manhã fui ao cabeleireiro. O relógio ainda não havia alcançado a nona hora do dia e a única cabeleireira disponível encontrava-se gripada. Eu ainda não vivi muito, mas sei que gripe + sono + salário baixo = mal atendimento. Fui fazer uma singela escova progressiva [o cara que souber do que estou falando ganha... ganha um biscoito]. Bom, ela começou a escova. Deu duas tapas na minha cabeça, rodou a cadeira, aplicou um creme fedido na minha cabeça e nos meus braços. Nos braços foi sem querer mesmo, apesar dela sequer ter pedido desculpa.

Entre uma aplicação e outra ela espirrava na minha cabeça. Eu nunca havia feito escova progressiva e achei que catarro fizesse parte do processo, tudo bem. Uma hora e quarenta e cinco minutos depois da primeira parte, passamos para o secador. Pronto! Agora vou desabafar! Não existe aparelho no mundo que me ponha mais medo que o secador de cabelo. Qualquer aula de História Moderna me é preferível àquilo. Eu sofro. Quase choro! Saio suada, de orelhas queimadas e cara vermelha. E o filho da puta ainda pergunta por que tenho medo de chuva! Não é medo de desfazer a escova, é medo de fazer!

A obra já estava ficando pronta. Pedi humildemente à moça que deixasse meu cabelo repartido ao meio. Ela passou o pente de qualquer jeito na minha cabeça e achou que ficou bonito. Minha amiga, se aquilo foi no meio, eu nem quero imaginar aonde é seu cu.

Depois do martírio, finalmente saí do salão. Aliviada, apesar de "um pouco" mais pobre, fui comprar calcinha na Marisa - porque toda informação é válida. Depois tive que ir direto a Universidade devido à hora avançada. Almocei por lá mesmo, em Samuel.

O assunto da bancada da lanchonete era sobre... err... "seboseiras". Eu, no meu cantinho, só mexia a boca para mastigar. Uma gorda loira e maluca, tudo ao mesmo tempo, disse que odiava espirro dos outros. Eu balbuciei timidamente, e para mim mesma, um "nem me fale", mas o ouvido biônico da desgraçada captou o desabafo e aqueles olhões felizes se direcionaram para mim. Sabe aquele povo triste que fica falando sozinho à espera de alguém que complete sua frase na fila do banco? Pronto. Era o caso da loira maluca faladeira e biônica gorda do balcão. E, apesar daqueles ansiosos olhões caídos no meu prato, eu não disse mais nada e calei a boca com feijão. Sábio Chico.

Antes de entrar na 406 fui atrás de um banheiro. Entrei em um e encontrei uma senhora parada no meio do banheiro com ar interrogativo. "Será que ela sabe onde tá?" E, quando eu ia caminhando para a cabine, a mulher agarrou meu braço e perguntou: "tem chuvisco aqui?" TCHAM RAN! Pronto! Estou cercada de mulheres doidas! Errr... Como? - perguntei; e ela abriu a porta de uma grande cabine [para deficientes] e perguntou de novo. "Tem chuvisco aqui?" Minha Nossa Senhora! Chuvisco, chuvisco... chuvisco... E lá estávamos nós dentro da cabine, cada uma procurando por algo. Eu olhava pro teto, pro chão. "Será que chuvisco é um gato?", mas ela só olhava pro teto. Então comecei a procurar por alguma nuvem. Sei lá, chuvisco!

Foi então que vi uma torneira conectada a um cano. Aaah! É CHUVEIRO! Putz! "Ah, não, minha senhora, aqui não tem chuvzz... Aqui não tem isso não". Eu bem lá ia corrigi-la, dizer que era chuveiro! Deixa a bichinha, tá perto de morrer. Ela se virou sem dizer uma palavra e saiu. Eu fiz xixi.


Postado por: Circo sem Futuro
Hora: 11:36:04 AM

Sua última chance:



~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~~~º~~



Quinta-feira, Março 30, 2006

Hoje de manhã enquanto Deus, cheio de tédio, coçava o seu saco sagrado Ele pensava "Ow, meu Eu, qual criatura vou testar hoje? Já sei. Aquela de cabelo feio ali" e apontou para mim. Porque hoje eu sofri.

Hoje de manhã fui ao cabeleireiro. O relógio ainda não havia alcançado a nona hora do dia e a única cabeleireira disponível encontrava-se gripada. Eu ainda não vivi muito, mas sei que gripe + sono + salário baixo = mal atendimento. Fui fazer uma singela escova progressiva [o cara que souber do que estou falando ganha... ganha um biscoito]. Bom, ela começou a escova. Deu duas tapas na minha cabeça, rodou a cadeira, aplicou um creme fedido na minha cabeça e nos meus braços. Nos braços foi sem querer mesmo, apesar dela sequer ter pedido desculpa.

Entre uma aplicação e outra ela espirrava na minha cabeça. Eu nunca havia feito escova progressiva e achei que catarro fizesse parte do processo, tudo bem. Uma hora e quarenta e cinco minutos depois da primeira parte, passamos para o secador. Pronto! Agora vou desabafar! Não existe aparelho no mundo que me ponha mais medo que o secador de cabelo. Qualquer aula de História Moderna me é preferível àquilo. Eu sofro. Quase choro! Saio suada, de orelhas queimadas e cara vermelha. E o filho da puta ainda pergunta por que tenho medo de chuva! Não é medo de desfazer a escova, é medo de fazer!

A obra já estava ficando pronta. Pedi humildemente à moça que deixasse meu cabelo repartido ao meio. Ela passou o pente de qualquer jeito na minha cabeça e achou que ficou bonito. Minha amiga, se aquilo foi no meio, eu nem quero imaginar aonde é seu cu.

Depois do martírio, finalmente saí do salão. Aliviada, apesar de "um pouco" mais pobre, fui comprar calcinha na Marisa - porque toda informação é válida. Depois tive que ir direto a Universidade devido à hora avançada. Almocei por lá mesmo, em Samuel.

O assunto da bancada da lanchonete era sobre... err... "seboseiras". Eu, no meu cantinho, só mexia a boca para mastigar. Uma gorda loira e maluca, tudo ao mesmo tempo, disse que odiava espirro dos outros. Eu balbuciei timidamente, e para mim mesma, um "nem me fale", mas o ouvido biônico da desgraçada captou o desabafo e aqueles olhões felizes se direcionaram para mim. Sabe aquele povo triste que fica falando sozinho à espera de alguém que complete sua frase na fila do banco? Pronto. Era o caso da loira maluca faladeira e biônica gorda do balcão. E, apesar daqueles ansiosos olhões caídos no meu prato, eu não disse mais nada e calei a boca com feijão. Sábio Chico.

Antes de entrar na 406 fui atrás de um banheiro. Entrei em um e encontrei uma senhora parada no meio do banheiro com ar interrogativo. "Será que ela sabe onde tá?" E, quando eu ia caminhando para a cabine, a mulher agarrou meu braço e perguntou: "tem chuvisco aqui?" TCHAM RAN! Pronto! Estou cercada de mulheres doidas! Errr... Como? - perguntei; e ela abriu a porta de uma grande cabine [para deficientes] e perguntou de novo. "Tem chuvisco aqui?" Minha Nossa Senhora! Chuvisco, chuvisco... chuvisco... E lá estávamos nós dentro da cabine, cada uma procurando por algo. Eu olhava pro teto, pro chão. "Será que chuvisco é um gato?", mas ela só olhava pro teto. Então comecei a procurar por alguma nuvem. Sei lá, chuvisco!

Foi então que vi uma torneira conectada a um cano. Aaah! É CHUVEIRO! Putz! "Ah, não, minha senhora, aqui não tem chuvzz... Aqui não tem isso não". Eu bem lá ia corrigi-la, dizer que era chuveiro! Deixa a bichinha, tá perto de morrer. Ela se virou sem dizer uma palavra e saiu. Eu fiz xixi.


Postado por: Circo sem Futuro
Hora: 11:36:04 AM

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